Este é um blog dedicado à expressão dos problemas das nossas vidas, e do seu peso e volume. É que um problema pode ser enorme, mas fácil de transportar, e ser diminuto de aspecto mas levar-nos ao fundo...
29.5.06
Feira do Livro
Ontem fomos à feira, mas não de roupas. Vimos de uma ponta à outra a Feira do Livro, num dos espaços mais aprazíveis da nossa Lisboa caótica (mas pouco, que ainda somos uma capital "periférica"...). O miúdo parece que gostou, a minha mulher parece que gostou, eu parece que gostei... Sò tive pena de não ter visto os meus livros de banda desenhada (ah, Batman, X-Men, Quarteto Fantástico, onde andam vocês?), mas comprei um livrão (uma autêntica bíblia para o apoio ao trabalho estatístico da tese que vou fazer).
Entrevista de Emprego
Cheguei. Sentei-me e esperei. Tentei acalmar-me (não pode ser uma coisa tão má, ser entrevistado...). Vi pessoas movimentarem-se em direcção à sala de entrevistas, e vozes animadas do seu interior.
Então, se o ambiente é bom, porque é que me sinto nervoso? Será por não poder ser eu próprio, mas sim uma parte minha, a mais profissional? Será por não ter meio de saber a resposta ao "exercício" de ser entrevistado (Foi aceite: Prova superada; Escolhemos outra pessoas: Prova não superada)?
Bom, fui, falei (demais, como bastantes vezes sucede, por infelicidade minha, que sou dono desta boca grande), despedi-me, levantei-me e saí. Espero voltar àquela sala... Vamos ver no que dá.
12.5.06
O Doutoramento - Post I
Em Portugal, para ter um grau académico é preciso pagar, pagar, e pagar...
Para estudar, para ler, para saber, para, no fim... pouco fazer com o que se obteve.
Mas, nesta estrutura educativa, não temos outra hipótese a não ser seguir as regras, e progredir num sistema que resvala para a avaliação dos alunos, professores e estabelecimentos com base no seu aspecto físico e apelido.
Enfim, é para quem quer...Qualquer dia, não me surpreenderia se tivessemos de pagar para ter os nossos filhos no ensino "obrigatório" (já não falta muito, à velocidade com que o Estado se demarca das responsabilidades mais elementares, como a Saúde e a Educação).
6.5.06
As aventuras do Bebé Pedrinho
1.
De manhã cedo, a mamã acorda o Bebé Pedrinho com uma festinha no cabelo.
O Bebé Pedrinho, que estava a sonhar enroladinho nos seus lençóis, desperta com alegria.
Levanta-se, agarrado ao seu berço, e, ainda zonzo, sorri para a mamã, que lhe retribui o sorriso.
"Bom dia, filho", diz a mamã, levantando o Bebé Pedrinho até este ficar abraçadinho à sua mamã linda.
2.
Com o babete posto, o Bebé Pedrinho vê o biberão cheio de leite e sorri. A mamã senta-se na caminha, aconchegando o Bebé Pedrinho no seu peito, sorrindo também enquanto coloca a tetina na boca risonha do Bebé Pedrinho.
As mãozinhas do Bebé Pedrinho tentam segurar sozinhas o pesado biberão, mas a mamã diz "Ainda és pequenino, bebé", piscando-lhe o olho.
O Bebé Pedrinho não se importa. Ainda vai conseguir fazer muitas mais coisas na vida...
3.
Depois do leitinho todo bebido, é hora de trocar a fraldinha.
A mamã deita o Bebé Pedrinho na caminha, com festas na sua barriguinha.
O Bebé Pedrinho lança-se ao cesto das fraldas, tirando-as com ar maroto, enquanto a mamã lhe diz "És tonto...", abanando a cabeça.
Ao som dos risos, troca-se a fraldinha num instante. O Bebé Pedrinho põe-se, então, de pé, agarrado à sua mãezinha, olhando-a bem nos olhos castanhos lindos que ela tem.
A sua boca ainda não sabe expressar o que sente, mas os seus olhinhos, castanhos também, dizem-lhe: "Ès a melhor mamã do mundo..."
5.5.06
A melhor mulher e mãe do mundo
A minha mulher é uma pessoa muito especial. A mulher dos homens que lerem isto também.
A minha mulher é linda...mas, novamente, a mulher dos outros também será (para eles) linda, ou pelo menos atraente!
Então, o que faz a minha mulher especial? Será o ter um brilho único nos olhos? Ou é a boca dela, que se comprime quando sorri, e me diz as coisas que mais gosto de ouvir quando nos olhamos?
Não, já sei... é por existir. Só poder vê-la, e ao nosso filho, faz-me ter a certeza que algo de muito bom existe lá em cima, onde os planetas giram e as estrelas brilham... Amo-a!
Como o contexto impede a progressão individual
Quero trabalhar, mas não consigo um emprego (para o qual estou mais que habilitado, e numa organização que até precisa bastante de alguém para o meu lugar).
Quero fazer o doutoramento, mas não me autorizam a receber um orientador (não é de bom tom acabar o doutoramento em um ano e meio, como provavelmente poderei fazer).
Quero ajudar a minha família, mas todas as estruturas de segurança social (ou devo chamá-las "insegurança social"...) negam o provimento de necessidades básicas, como o direito à saúde ou à alimentação.
Isto está mau.... muitos problemas de peso e volume significativo!
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