Este é um blog dedicado à expressão dos problemas das nossas vidas, e do seu peso e volume. É que um problema pode ser enorme, mas fácil de transportar, e ser diminuto de aspecto mas levar-nos ao fundo...
21.7.06
O fundo das questões III
Quando ia a conduzir, pela estrada fora, no fim de tarde de ontem, percebi qual é o fundo das questões que aqui tenho colocado. De facto, a resposta é até bastante simples: alguns de nós temos necessidade de questionar, de desperdiçar, de insistir...
A vontade de garantir que a vida nos corre bem (traduzida nas acções que nos conduzem de um estado para o estado imediatamente superior, como o de filho para pai ou o de estudante para trabalhador e daí para chefe) é condimentada, diversas vezes, por momentos em que, tendencialmente, nos desgastamos (e perdoem-me pela insistência nesta palavra, mas é a que mais adequadamente congrega a sensação que pretendo transmitir). E, se esses espaços em que aparentemente nada de fulcral sucede, são evidentes posteriormente, na altura a sua observação pode (acredito) não ser tão clara... E porque têm de ocorrer, porque (ao contrário das novelas) nem tudo o que connosco se passa é sempre importante, e porque os segundos da nossa vida continuam a passar mesmo que não o queiramos... enfim, desgastemo-nos. Afinal, é da colocação de questões como esta que a Filosofia (não que eu queira ser filósofo, atenção!) vai vivendo, num mundo em que tudo parece tão mastigado, seleccionado, filtrado e pronto a digerir por consumidores que, cada vez, menos questões colocam às fontes e meios de conhecimento...
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário